O Navio Sem Dinheiro (Sistema Cashless)
A primeira coisa que você precisa saber é: não se usa dinheiro de papel dentro do navio (com exceção do Cassino e para dar gorjetas extras à tripulação, se desejar). Os cruzeiros funcionam em um sistema "cashless".
No dia do embarque, você receberá o seu "Cruise Card" (ou SeaPass). Esse cartão magnético ou pulseira tem três funções: é a chave da sua cabine, a sua identidade para subir e descer do navio nos portos, e o seu cartão de crédito a bordo.
Para comprar um drink, reservar uma excursão ou comprar um souvenir, você apenas entrega o seu cartão da cabine. A despesa vai para a sua fatura final.
Cartão de Crédito ou Depósito em Dinheiro?
Para que o seu cartão da cabine funcione para compras, você precisa vincular uma forma de pagamento à sua conta nos totens do navio ou no aplicativo logo no primeiro dia.
Cartão de Crédito Internacional
É a forma mais prática. Você cadastra o cartão e todos os seus gastos vão direto para a fatura do mês seguinte (sujeito ao IOF do seu banco). O navio fará uma "retenção" (bloqueio de segurança) de um valor fixo no primeiro dia (ex: 200 dólares) para garantir que você tem limite. Esse valor só é cobrado efetivamente no último dia, pelo valor real que você gastou.
Depósito em Dinheiro Espécie
Se você não quer usar cartão, pode ir à recepção no primeiro dia e depositar dinheiro vivo na sua conta (Dólar ou Euro, dependendo do navio). O que você depositar será o seu limite. No último dia, se sobrou dinheiro, você pega o troco na recepção. Se faltar, você recebe um aviso para recarregar.
Qual moeda é usada a bordo?
Isso depende de onde o navio está navegando e da companhia:
- Cruzeiros no Caribe e Américas: Dólar Americano (USD).
- Cruzeiros na Europa: Euro (EUR).
- Cruzeiros no Brasil (Temporada Brasileira): A maioria cobra em Dólar (MSC e Costa), convertido para Reais no seu cartão. Verifique antes, pois algumas companhias podem cobrar diretamente em Reais a bordo durante a temporada local.
A polêmica das Gorjetas (Taxa de Serviço)
Esse é o ponto que mais confunde os passageiros de primeira viagem. A "gorjeta" num cruzeiro não é aquela moedinha que você deixa no bar. É uma Taxa de Serviço Obrigatória (Hotel Service Charge).
As companhias cobram um valor diário por passageiro (algo entre 12 e 18 dólares ou euros por dia). Esse valor é dividido entre o camareiro que limpa sua cabine duas vezes ao dia, o garçom do restaurante principal, as equipes de limpeza de áreas públicas e de cozinha.
Oficialmente, a gorjeta é considerada "obrigatória". Algumas companhias antigamente permitiam que você fosse à recepção pedir para retirar a taxa caso o serviço tivesse sido péssimo, mas hoje a maioria (como a MSC e Costa) não permite mais a remoção. O ideal é pagar essas gorjetas antecipadamente junto com a compra do cruzeiro para evitar a surpresa no último dia.
Além da taxa diária, toda vez que você compra uma bebida solta no bar ou paga por um tratamento no Spa, uma taxa de serviço extra de 15% a 20% é automaticamente adicionada ao valor do recibo que você assina. Não é necessário deixar dinheiro a mais na mesa.